Visita ao CM Lisboa e ao CD Setúbal

Depois de três dias em que efetuamos uma série de visitas a varias Esquadras Policiais de dois dos maiores Comandos Policiais de Portugal (Lisboa e Setúbal) ficam-nos algumas ideias muitos concretas sobre o atual estado dos mesmos.

Nestes contatos privilegiamos a recolha de informações junto dos profissionais da Policia que ali trabalham.

O nosso principal objetivo era, in loco, conhecer a realidade destes dois grandes Comandos de Polícia, com índices de criminalidade diferentes dos restantes Comandos e com uma criminalidade mais violenta e complexa que exige um grande empenho de todos, desde Comandantes a Agentes.

Visitamos várias instalações/esquadras/divisões policiais, contactamos com Agentes, Chefes e Oficiais e de todos ouvimos vários discursos.

Desde já o nosso agradecimento ao Sr. Comandante Distrital de Setúbal e ao Sr. Comandante da Divisão Policial de Oeiras pelo empenho e simpatia que nos dedicaram.

Desta “visita” retemos alguns fatores primordiais, desde a falta de pessoal, a falta de meios (informáticos, auto) e de infraestruturas dignas para os profissionais da PSP e para todos que se dirigem para pedir o auxilio/ajuda na resolução de inúmeros problemas.

Visitamos Esquadras que nem sequer abertas e em funcionamento deveriam se encontrar de tão más serem…degradante é uma palavra simpática para as descrever.

Assistimos a discursos motivados e motivadores, a discursos de desilusão e desânimo, mas todos com uma enorme vontade de servir o bem publico.

Falamos com Oficiais empenhados em melhorar as condições de trabalho dos Agentes e assistimos a um discurso de um oficial que nem sequer deveria ter aberto a boca, desmotivado, desinteressado e sem qualquer vontade de ajudar os seus agentes, preocupando-se unicamente consigo….enfim (ainda bem que foi uma exceção).

Deste périplo pelos Comandos de Lisboa e Setúbal vai ser elaborado um relatório que irá ser enviado para o Sr. Diretor Nacional, Sr.ª Ministra do MAI e IGAI.

Agradecemos, desde já, a todos a forma como se disponibilizaram para falar e partilhar as suas realidades.